sábado, 19 de fevereiro de 2011

Turismo na essência

Um outro dia cheio. Eu, bom ansioso que sou, tento fazer o máximo que dá pra ser feito em um dia. Acordei por volta de 09:30 da matina. Se somar a falta de sono do dia do voo com ter chegado um pouco mais tarde ontem dá pra ver que eu precisava descansar.

Saí de casa por volta de 10:30 e fui direto para o As do Falafel (L'As du Falafel). Fica na Rue des Rosiers, que é uma rua lotada de lojas judaicas. Eu sempre gosto de visitar os redutos judaicos da Europa. Na loja já escutei hebraico e isso me lembrou o real objetivo da viagem. Como é bom ter objetivos traçados a cumprir, ter metas, eu me motivo muito com isso.


Caminhei bastante pelo bairro judeu caminhando para a Place des Vosges. Não achei que valia a pena entrar no museu e segui andando para o Quartier Latin, que é onde ficam algumas universidades.

Eu gostei muito dessa caminhada apesar do frio forte e vento piorando. Passei novamente pelo Sena e fui em busca do Pantheon. Novamente a construção é absurdamente grande e imponente. Ela ia ser uma igreja e virou um mausoléu para os personagens importantes da história da França.

Eu fiquei imaginando, será que se no Brasil tivesse isso algum dia a gente passaria de, não sei, umas 5 pessoas dignas de serem enterradas lá?

Gostei da forte conexão entre o Pantheon e a ciência. Logo de entrada o Pêndulo de Focault aparece. Esse é aquele experimento para provar que a ter de fato gira em relação a um referencial. Depois visitei os túmulos de Voltaire, Rousseau, Marie e Pierre Curie dentre outros.



Do Pantheón dei uma entrada na Escola de Direito que estava ali ao lado e depois fui procurar Sorbonne. Nessa não consegui entrar, tinha de ter um crachá ou identificação.


Peguei o metro e fui visitar a Torre Eiffel. Com o clima horroroso e nublado, resolvi não subir na torra. Mas novamente, o tamanho impressinou. Essa torre foi construída em 1889, enorme hoje, posso imaginar na época. Depois de passar por pontos turísticos mais famosos já senti a cidade mais cheia.


Segui para o Musée de L'Armée. Foi o que mais valeu a pena pagar até o momento. Aliás, como é ruim ficar velho e não ter entrada gratuita em nada, o problema é que pra ganhar entrada gratuita novamente eu tenho de ficar muito velho!


No museu eu visitei a Tumba de Napoleão, visitei o museu da Primeira Guerra Mundial, da Segunda Guerra Mundial, o museu Medieval e uma exposição da frança desde Luís XIV a Napoleão III

Ver tanta gente enterrada em lugares suntuosos me fez perceber como somos materialistas e ligamos pra honrarias. Depois de morrer, não é melhor ter sua obra passada adiante, no caso dos cientistas, suas descobertas, no caso dos filósofos, uma melhora de vida das pessoas?

O hábito dos franceses de fumar me impressionou. Eles fumam muito, em todos os cantos, a qualquer hora. Não vai chegar aqui aquela onda de tentar mostrar que o fumo não é algo bonito?!

Apesar disso acho que eles tem hábitos saudáveis, como andar de bicicleta pra cima e pra baixo na cidade. Vi inúmeros pontos que concentram bicicletas na cidade inteira. E parece funcionar muito bem.

Somado a esse hábito, a extensão das linhas de metro é fascinante. Segundo o Marco são 23 linhas. Eu já usei diversas vezes e pra vários cantos. Realmente ainda não vi engarrafamento algum na cidade.

Esses hábitos marcam muito a personalidade das pessoas. Imagina ser independente de um carro e poder contar com diversos meios de transporte público. Isso te deixa viver muito mais a cidade, é algo que eu realmente sinto falta no Rio.

Ainda sobre os hábitos de Paris, dei sorte de o Marco ter me avisado. As pessoas, sejam homens ou mulheres, novos ou velhos, te encaram na rua. Passam te olhando. Nas primeiras vezes eu achei que podiam ser conhecidos, mas logo notei que era todo mundo fazendo isso.

Já já vou tentar ir ao Palácio de Versalhes, chovendo é um desânimo fazer qualquer coisa.

7 comentários:

  1. Dany,vc errou de profissão,deveria ser escritor;aproveite mto,bjs,mae

    ResponderExcluir
  2. Putz...tempo ruim é chato pra passear e bater fotos...se ao menos rolar uma neve já fica mais divertido...

    Abs, Guri

    ResponderExcluir
  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

    ResponderExcluir
  4. Dani,
    Tá mandando muito bem nas fotos e no texto. Continue nos enchendo de informações e cultura.
    Beijão e boa caminhada

    ResponderExcluir
  5. Adorei a sua fota na Torre Eiffel! Ficou ótima!
    Saudades de você! Estou colocando em dia a leitura da sua nova aventura, se assim posso dizer, enquanto não consigo sair do fundão (congestionamento brabo, isso definitivamente não me lembra nada em Paris). Muito bom rever imagens dessa bela cidade.
    beijos Ester : )

    ResponderExcluir