Apesar de estar vendo pouquíssima coisa em virtude de estar buscando o apartamento com afinco, algo da cultura eu já vejo no dia-a-dia, em meus caminhos. O mercado é um ótimo local para conhecer os hábitos também.
Já estive em alguns deles e é sempre uma experiência muito legal. A diversidade de pães aqui é muito grande, isso é algo que já vi em vários países e lamento muito pelo Brasil não ter essa cultura aflorada. Tem até chalá (lê-se rá-lá), o tradicional pão utilizado todas as sextas para receber o Shabbat.
Nas prateleiras eu vi muita coisa escrita no alfabeto cirílico, tudo importação da Rússia, devido ao grande mercado que há aqui. Outra seção incrível é a parte de peixes e salames (claro que nenhum de carne de porco!). Eu comprei Sprats (http://en.wikipedia.org/wiki/Sprattus) e Arenque (hering). O primeiro conheço porque meu avô Maurício sempre me trazia das viagens (enlatados). Já o segundo é tradicional na cozinha judaica e a vovó Fina sempre fazia marinado. É uma delícia e recomendo a todos que provem!
Outro fato que eu acho muito legal e que reforça a diversidade de Tel Aviv é que sempre tem na saída da estação de trem um rabino oferecendo às pessoas que ponham Tefilin. Tefilin é uma espécie de instrumento que os judeus utilizam para rezar. Ele é composto por duas caixas de couro nas quais há uma reza. Cada uma das caixas tem umas tiras de couro que saem dela e você as enrola no braço e na cabeça. Poder fazer isso na rua sem chamar atenção por isso ser um hábito normal é incrível.
Na foto que tirei, ainda mais curioso ainda há um judeu de origem provavelmente etíope colocando tefilin. Essa é a diversidade que eu vejo todo dia na rua.
Ainda na culinária, nessa semana fomos comer um Schawarma (lê-se chau-ar-ma, em vários lugares são chamados de Kebab). Ele é uma espécie de churrasco grego que é servido num pão árabe (pitta ou laffa) com hummus, batata, salada, tudo dentro, é bem gostoso. Eu comi um grande, mas acho que deve haver maiores, eu me lembro que eles eram bem maiores quando eu tinha 16 anos. Eu tirei a foto no final da noite e o camarada que estava servindo falou que eu devia vir de manhã com o espeto ainda cheio.
Tel Aviv tem uma relação muito próxima com as bicicletas. Você vê gente andando de bicicleta por todos os lados e o governo da cidade parece que está disposto a fazer um sistema semelhantes àqueles encontrados em várias cidades da europa. Com aluguel de bicicletas em diversos pontos da cidade.
Nessa semana eu visitei a casa de David Ben Gurion, considerado um dos maiores estadistas do século XX. Realmente não há como pensar em Israel sem pensar neste homem. Ele foi responsável por um dos maiores feitos da história judaica que foi a declaração do Estado.
Era um político muito hábil, falava diversos idiomas: yiddish, hebraico, turco, inglês, russo, francês, alemão, espanhol e greco arcaico. Na sua casa vi livros nestes diversos idiomas, uma biblioteca enorme. A biografia dele deve ser bem interessante, ele não somente entendia da teoria como atuava na prática.
Hoje participamos da corrida de Kfar Saba. Era uma corrida em família, fomos o Flávio, o Rafa e eu, apenas 2 Kms, mas bem organizada, com medalhas, água para os participantes, tudo muito legal. Tinham outras 2 versões também, uma de 10 Kms. Semana que vem estamos pensando em correr na cidade de Ranana, onde vai haver um evento semelhante.
A tarde fomos na casa de uns amigos do Flávio e da Gabi que moraram no Brasil. Mas esse não é o fato mais legal, e sim que eles têm uma micro-cervejaria aqui em Israel, e nos levaram para uma visita guiada ! Foi bem legal ver o processo e ver como é simples a fabricação de cerveja. Deu vontade de fazer em casa.
A cerveja dele leva apenas água, cevada, lúpulo e fermento biológico. Primeiro os grãos de cevada são triturados e deixados em água por 48 horas. Dessa maneira a cevada fica adocicada. Depois ela é levada para cozinhar numa panela à temperatura de 60 graus, isso faz com que os açucares saiam da cevada e fiquem na água.
A água é o que será utilizada a seguir no processo, sendo os grãos jogados fora. A água então é fervida e o lúpulo adicionado. Quanto mais tempo fervendo, mas escura a cerveja. Depois o resultado é levado para os tanques de fermentação onde é adicionado o fermento biológico. Aí ele fica por volta de 10 dias a 2 semanas.
Pronto, está feita a cerveja !


Que banho de cultura, hein Dani?! Excelente!! Parabéns!!
ResponderExcluirbeijãoo
Churrasquinho grego é o que há rapaz! Já encontrou o Gabriel por aí? Continue buscando seu apartamento com "afinco"! :)
ResponderExcluirAbraços!
Fala magreza...só na vida boa...aproveita!
ResponderExcluirabs Botelho